Adriano Antonio Pereira
A poesia pode até ser esquecida, mas jamais abandonada!
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Textos


Teorema de vida e morte

imagem: kazan / Pixabay

à minha avó Rosa (in memoriam)


No meu quarto,
à noite, a inspiração se mostra
evasiva pelas letras que elaboram
o luto do poema.

A pressa revela-se fugaz
quanto à inquietude
na nossa vida.
O nosso tempo escasso
é nossa indiferença perdida.

Não há um pensamento sequer
para dizer o indizível
existente.
O cantar do galo
quebra instantaneamente
o exprimível
no poema.

E neste papel branco e mudo,
não há nenhum teorema
que demonstre o norte
para morrer a vida
ou viver a morte.
Adriano Antonio Pereira
Enviado por Adriano Antonio Pereira em 15/01/2018
Alterado em 17/05/2018
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