Adriano Antonio Pereira
O coração que carrega
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Textos


Ah! Quem me dera se afogar nesta reconciliação...

imagem: suju / Pixabay


Se eu pudesse olhar os mares e
guardar em potes as minhas ideias

— ou em garrafas de cerveja vazias —
depois de uma tempestuosa noite
de discussão inutilizada.

Ah, amor,
poderia esquecer tudo...
Tudo!
Voltar ao mar,
iludir-me nos pensamentos,
afogar-me em prantos e remorsos.

E sumir, não seguir,
deixar de sonhar, desistir...

Quiçá, então,
entregar-se ao fumo,
ao álcool, à dor,
ao sofrimento inútil,
ao preenchimento incolor.

Quem me dera, amor, recomeçar...
Tomar o rumo.

Parar,
lembrar de tudo:
dos momentos bons, marcados, vividos;
das experiências que trouxeram maturidade.

E com isso,
relaxar,
dormir,
sumir nos sonhos.

E no outro dia...

No outro dia
amanhecer
e correr para a vida,
com o sorriso largo no rosto.

Amar, viver,
sorrir, aprender,
arrepender, erguer...

Erguer-se. E te telefonar.

Voltar ao mar depois.
Guardar, ainda, papeizinhos cheios de ideias,
nas garrafas, nos potes da imaginação.

E transformá-las em vontades.
Depois atirá-las intensamente ao infinito oceano.

Amar, esquecer, buscar... Marcar um encontro.
E pular no mar.
Retomado por um momento eufórico,
sobreviver... De alegria imensa, da vontade de ficar junto.

E avistando-a, ao longe, correr junto de ti,
sentindo todo momento oportuno e imensamente sublime
ao te olhar nos olhos e te dizer:
Vamos tentar?
Adriano Antonio Pereira
Enviado por Adriano Antonio Pereira em 25/02/2018
Alterado em 05/07/2018
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