Adriano Antonio Pereira
O coração que carrega
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Textos


Desabafo
imagem: pixel2013 / Pixabay
 
O poema nasce do espanto,
e o espanto decorre do incompreensível.
(Ferreira Gullar)


Eu sou o poeta
que, à noite,
deita na cama
e repensa as coisas

Que lê a Bíblia
todos os dias
e sonha com
carros, livros
e prazeres

Que releva o
calor e espera
que a brisa
traga a chuva,
se for preciso.

Eu sou o poeta
que não escreve
poemas ou poesias
quando quer
ou é solicitado

Escrevo espantado
e com o tempo
de sobra
quando algo
incomoda

o inexprimível
em fala.

Escrever,
muitas vezes,
renova uma vida
e estabelece um novo
rumo.
Adriano Antonio Pereira
Enviado por Adriano Antonio Pereira em 23/10/2018
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